Tirada com o instagram

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“I’ve demonstrated there’s no difference between me and everyone else! All it takes is one bad day to reduce the sanest man alive to lunacy. That’s how far the world is from where I am. Just one bad day.”
Priceless.

“I’ve demonstrated there’s no difference between me and everyone else! All it takes is one bad day to reduce the sanest man alive to lunacy. That’s how far the world is from where I am. Just one bad day.”

Priceless.

"Uma espécie de portal de acesso a uma juventude inacabada". Facto.

vozdodeserto:

1. O Henrique Raposo evoca Moscavide. “Até 1990, Moscavide foi a minha Lisboa. “Ir a Lisboa” era, na verdade, ir a Moscavide. O médico era lá. As coisas que não se podiam comprar no Delgado e no Francês eram por lá compradas. Aquele bairro era o nosso bazar, a nossa Istambul. Um centro comercial,…

The New Frontier

DC: The New Frontier (I e II) recupera, arranca e termina com um famoso discurso de Kennedy acerca dos perigos evidentes de uma era nuclear e resulta num apelo à fraternidade entre todas as nações. Claro que a abordagem right wing típica dos comics está sempre ao virar da esquina e os malfadados soviéticos são incluídos a bordo com as reservas costumeiras.

Esta é uma viagem à Silver Age dos Comics. Com um grafismo imaculado de homenagem aos comics de então e recuperando e recontando as histórias das personagens mais seminais dos anos 50 e 60, The New Frontier é uma declaração de amor aos autores, às personagens da Silver Age à qual é impossível ficar indiferente. A ligação emocional a algumas das personagem salta à vista e Green Lantern acaba por se tornar no herói improvável que segura a chama (outros chamar-lhe-iam facho) de Superman quando este cai em batalha. É uma nova era de heróis que nasce e esta é a homenagem devida e sentida a uma forma de contar comics que, por fazer também parte da nosso infância, ficará para sempre no nosso coração.

Uma lista de 2011 (sem pudores)

Há várias coisas que não gosto nas listas de melhores discos do ano.

Primeiro, o compromisso da numeração. Acho que as pessoas se esquecem que, por definição, uma lista não tem de ter números; pode ter um traço, um ponto, qualquer coisa do género. O compromisso do número é tramado.

Também não aprecio a separação entre nacional e internacional. Tresanda a vergonha, a pudor de comparar, de gostar. A condescendência.

Assim, nas edições de 2011, ouviu-se e gostou-se de:

The Dears, Degeneration Street. Vá, se ouvesse numeração este seria o número 1. Rock imparável, inegável. Têm a vantagem também de ser a banda mais simpática do mundo. Ajuda.

The War on Drugs, Slave Ambient. E também Portugal. The Man, In The Mountain In The Cloud.

PJ HarveyLet England Shake. Nunca consegui gostar dos discos completos dela, gostava de músicas. Com este foi diferente, acho que é por ela ter intencionalmente feito um disco diferente também.

Youth Lagoon, The Year Of Hibernation. Ao mesmo nível de Young Galaxy, Shapeshifting, e de Puro Instinct, Headbangers In Ecstacy, sem esquecer Future Islands, On The Water. Pronto, e os Cults, Cults.

Suuns, SuunsTyphoon, A New Kind Of HousePhantogram, Eyelid MoviesDale Earnhardt Jr. Jr., It’s A Corporate World. Diego Armés, Canções para Senhoras. As revelações.

Os Velhos, Os VelhosThe Vaccines, What Did You Expect From the VaccinesOs Lacraus, Os Lacraus Encaram O LoboBlack Lips, Arabia Mountain. Porque só o rock é capaz de colocar a adrenalina naquele nível.

Clã, Disco Voador. O disco mais tocado no carro do ano. Seria bastante tocado de qualquer forma, miúdos à parte.

Nicolas Jaar, Space is Only NoiseM83, Hurry Up, We’re DreamingJohn Maus’, We Must Become The Pitiless Censors Of Ourselves. Os anjos negros de 2011.

Patrick Wolf, LupercaliaThe Pains Of Being Pure At Heart, BelongNoah & The Whale, Last Night On Earth. Girls, Father, Son, Holy Ghost. Filipe da Graça, Filipe da Graça LPDum Dum Girls, Only in Dreams. Docemente a namorar o mainstream, mas com capacidade de se manterem à tona, em segurança.

Justice, Audio Video DiscoCSS, La Liberacion. Os guilty pleasures de 2011.

Jorge Cruz, Barra 90. B Fachada, B Fachada. Porque só há um Jorge Cruz e só há um B Fachada na música portuguesa. E o melhor ainda está para vir.

thedears:

“Life may be a sinking ship, but let your raised fist be the last thing to go under.” - mrlayerz, comment on “Degeneration Street” on Amazon.com.

Well, that made my day. Also, said album squeezed into Amazon.com list of “100 Outstanding 2011 Albums you May Have Missed.” And when I say squeezed in, I mean it: Number 93, baby! I’m not the greatest fan of “year-end lists” as I look forward to yet another season of neglect.

Anyway. Get on with it. Lift your skinny fists. ♥ Natalia

(via thedears)

The Long Halloween é daqueles casos (como acontece com música e cinema) onde apetece prolongar o prazer de ter algo de bom à nossa espera, ainda por ler, ouvir ou ver. Eventualmente vou acabar por me atirar a um dos maiores épicos dos comics, mas, por enquanto, esta expetativa é única. 

The Long Halloween é daqueles casos (como acontece com música e cinema) onde apetece prolongar o prazer de ter algo de bom à nossa espera, ainda por ler, ouvir ou ver. Eventualmente vou acabar por me atirar a um dos maiores épicos dos comics, mas, por enquanto, esta expetativa é única. 

Paul Giamatti in Barney’s Version. Enorme.

Paul Giamatti in Barney’s Version. Enorme.

Future Islands, Before the  Bridge

À atenção da NATO

Há mais um país a atravessar a sua primavera democrática:

- violência policial contra opositores ao regime: mais de 700 pessoas presas na última semana numa das principais cidades do país.

- falta de cultura democrática: regime bipartidário que seca tudo à sua volta, incluindo surgimento de novas forças e ideias, há 200 anos.

- capacidade bélica com potencial para alcançar os países vizinhos (bom, aqui será mais alcançar todo o mundo).

(Source: youtu.be)

12 de setembro, o triunfo do medo

É hoje o dia que devemos reter.

Faz dez anos que vivemos em medo, instituido e imposto.

Do “olho por olho” se ditou lei e triplicou o número de mortos das Twin Towers.

Faz dez anos que pusemos o nosso destino nas mãos de um pistoleiro.

Que este medo (nosso) passou a fazer parte de uma qualquer política de negócios estrangeiros. Este medo que é certamente útil a quem o elaborou.

Já não há Bin Laden, já não há Sadam. Mas o medo é alimentado, ano a ano, dia a dia em cada aeroporto, em cada oportunidade de o criar.

Faz menos de dez anos que estive prestes a ficar retido numa sala de interrogatório de Heathrow. Apenas e só porque era ligeiramente mais moreno do que as três pessoas que me acompanhavam. Se estivesse só, era certo que ia passar mais algumas horas no aeroporto. 

Nos aeroportos de todo o mundo, estão neste momento retidas milhares de pessoas que são “ligeiramente mais morenas”. Mesmo que não sejam árabes, mesmo que nada devam à religião.

E passámos a ver tudo isto como normal, aceitável e necessário em nome do medo.

Recentemente, este nosso governo autorizou a divulgação “sem contrapartidas” dos dados de todos os cidadãos portugueses à CIA. Útil. Imagine-se isto a nível global. Estamos nas mãos dos pistoleiros, de sorriso nos lábios.

Julgo que é óbvio que já passámos a fase da vingança (o triplo dos mortos devem chegar, julgo eu, não sei como está a bolsa de valores da vida humana por Wall Street). Para a maioria dos americanos, isto era apenas vingança. Vingada que está a vingança, muitos começam a já não perceber por que continua a guerra.

Diz-se que é preciso eliminar a ideia, a raiz religiosa e ideológica que permanece pelo Afeganistão e que é ameaça permanente à “segurança de todos nós”. Eu chamo-lhe dar um motivo a esses fundamentalistas (que o são, não duvido) para continuarem a sua própria guerra santa. 

No dia em que os americanos, enquanto povo, olharem para o seu próprio discurso intolerante e fundamentalista (dizer freedom de duas em duas frases e citar Deus como se estivessem a chamar o irmão mais velho para andar à pancada não conta para tornar um discurso automaticamente tolerante), talvez tenham uma epifania. Até lá, no mesmo sítio ficarão.

A história das civilizações está cansada de nos avisar que não é pela guerra, pela eliminação, pela conquista que o humanismo triufa. Mas nós insistimos e enquanto houver um pistoleiro que seja, é assim que será.

Enquanto houver este tipo de fundamentalismo na ideia dos governantes americanos (propagado a nível mundial por governos subservientes), outros fundamentalismos permanecerão e serão alimentados todos os dias. A semente colocada na mente de quem pouco conhece para além da sua própria aldeia, brevemente marcado como “terrorista”.

Ocorreu-me ontem a memória da transmissão televisiva em directo do bombardeamento de Bagdad, uma das cidades mais importantes das civilizações antigas, riquíssima em tantos aspectos. Digno de luto, mas este luto não é conveniente lembrar.

Não sei como a história nos julgará, mas desconfio. Afinal, não estamos assim tão longe de outras guerras feitas de intolerância. Será tudo convenientemente metido no mesmo saco, a intolerância não tem delimitação geográfica nem cor de pele.

As feridas não se saram com soldados, saram-se com liberdade. Não se saram com ficheiros secretos, com opressão, saram-se com instrução, acesso ao conhecimento, acesso ao mundo, afinal.

É esta a guerra justa, a guerra que nos deveria mover a todos, qualquer que seja a bandeira que erguemos, a cor que defendemos, o lado em que nos posicionamos.

Esta é uma guerra que não se faz de armas, nem de roupa camuflada.

Mas desconfio que amanhã as mortes continuarão, que a máquina de guerra continuará bem viva, de fôlego renovado e que os telejornais continuarão a dar conta da “evolução da situação”.

Não se deixem enganar, é que é na era do 12 de setembro que vivemos.

Forte candidato a melhor capa de disco de 2011.

Forte candidato a melhor capa de disco de 2011.

Isto, meus amigos, é literatura de viagem em 3D.

eucatula:

“Pouco ou nada se sabe de concreto sobre os antecedentes de Zarco, sendo provável que tenha estado na conquista de Ceuta em1415, e que os bons serviços prestados então tenham sido decisivos para a sua escolha pelo Infante D. Henrique para liderar o seu projecto de colonização do Arquipélago da…

obviousmag:

Scarlett Johansson

obviousmag:

Scarlett Johansson

A primeira pessoa a contrariar oficialmente o nome deste blogue (embora sem querer) foi o Samuel Úria. É uma honra.

A primeira pessoa a contrariar oficialmente o nome deste blogue (embora sem querer) foi o Samuel Úria. É uma honra.